segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MÃES QUE AMAM MAS LEVAM SEUS FILHOS PARA O FUNDO DO POÇO



Mães que amam mas levam seus filhos para o fundo do poço
Mãe sempre sabe o que diz, sempre sabe onde estão as coisas que perdemos, sempre estende os braços oferecendo seu abraço acolhedor e nunca pensa em si própria. Os filhos crescem e elas ainda se lembram dos seus primeiros passos como se fosse o dia de hoje. Sua dedicação é integral, mãe é surreal.
Não há como negar que todas as mães se prostram a fazer de tudo para que seus filhos estejam bem, e é exatamente com essa boa intenção que elas acabam prejudicando-os. A maioria não estabelece limites e eximem seus filhos de suas responsabilidades assumindo tudo para si. Oram a Deus pedindo proteção, mas quando o filho faz a coisa errada lá está ela passando por cima de seus princípios e por cima até mesmo das leis com o intuito de protegê-los.
Quando elas permitem vir à tona as ações erradas de seus filhos, com receio de como serão visto pela sociedade, significa que a coisa já está fora de controle, o mal já está enraizado. Eu vou contar-lhes uma breve história baseada em fatos reais e atuais. Analise-as e tire suas próprias conclusões.
Em Março de 2009, atendendo os insistentes convites de sua namorada e com a permissão daquela que seria sua futura sogra, um jovem deixa a capital (Salvador) e chega ao interior da Bahia numa cidade, por ele desconhecida, chamada de Irecê. Cidade bonita de gente bacana. Logo o jovem abre uma empresa de distribuição de alimentos que o deixa entusiasmado. Nesse ínterim ele passa a conhecer os membros da família e desenvolve uma boa relação com todos. A amizade nova com seu único cunhado nasce cheia de promessas de duradouras alegrias. Mas como numa zona de convergência que desestabiliza o clima fazendo-o mudar bruscamente e praticamente sem aviso prévio algo de muito estranho acontece em um daqueles dias que deveria ser normal. O jovem é acordado pela sua namorada, com o semblante como o de quem assistiu a um filme de terror, onde ela dizia “vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje....” . Ainda sonolento o jovem sacode a própria cabeça com esperança de reorganizar as ideias e aumentar a concentração para tentar entender o que estava acontecendo. O jovem pergunta-lhe o que estava acontecendo, mas ela só repetia “vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje....”. O jovem insiste na pergunta e exige explicação. Sem alternativa a namorada percebe que precisa informar-lhe o ocorrido, pois o assunto era sério demais para ser negligenciado.
A namorada diz então que não sabe exatamente o porquê, mas que o seu próprio cunhado havia despertado uma repentina aversão a ele. Incrédulo, porque o jovem não tinha ideia sobre o que teria dito ou feito que magoasse seu cunhado. Tratou de acalma-la, pois tinha certeza que seja lá o que for era passageiro e na pior das hipóteses não passaria de um mal entendido. Nada que uma boa conversa com o cunhado não resolva. Disse o jovem.
O jovem rapidamente se dirige ao cunhado e lhe pergunta sobre a sua mudança de comportamento, quer saber o que teria motivado, era estranho pois eles tinham um excelente relacionamento. O seu cunhado então se comporta de maneira mais surpreendente ainda, quer brigar com o jovem sem explicação alguma. O diálogo ocorreu unilateral, apenas da parte do jovem que pediu desculpa por seja lá o que for que tivesse falado ou dito que gerou todo esse desconforto. O jovem percebe que a conversa não progride e diz para o cunhado que a partir de então sairia de casa, e assim o fez e nunca mais retornou a morar lá. Os anos se passaram e junto com ele o cunhado alimentou um ódio sem precedentes contra o jovem, que de tudo fizera para evitar desagrado e confusão. O Jovem saiu de casa como havia prometido, afastou-se do filho do cunhado, não mais dirigia a palavra a ele... Simplesmente o tanto que seu cunhado o odiava era o quanto o jovem o ignorava, afastando-se.
Os anos foram passando e surgiram as ameaças de morte contra o jovem, exatamente assim, como se fosse a criação do universo com base na descrição no livro de Gêneses capítulo um onde Deus diz venha haver luz e assim se deu, venha haver água e assim se deu, aparentemente do nada. A partir dai ficou claro que a magnitude do problema era incalculável, então o jovem resolve mais uma vez tentar uma conciliação com o cunhado por meio de outra conversa, mas ele novamente é recebido com ignorância e mais uma vez o cunhado não quis outra coisa se não brigar. O jovem decide prestar queixa contra o cunhado, mas antes fala com sua sogra a respeito de suas intenções. Ela fica triste, seu semblante alegre dar lugar a um cabisbaixo, no entanto ela é testemunha de todos os problemas que o filho tem causado e sem motivos. Ela entende que numa situação de dependência o indivíduo perde o sentido, se torna ainda mais violento e não respeita ninguém além de causar todo o tipo de encrenca alheia. As ameaças de morte e agressão contra jovem nunca cessaram.
Diversas situações ocorreram para que o cunhado pudesse perceber que estava fazendo mal juízo sobre o jovem. O jovem já havia prestado socorro ao tio e a esposa do cunhado, em momentos diferentes, mesmo sendo odiado pelo cunhado. Também ajudava levando ou pegando o seu filho da escola e ainda ensinava nas tarefas de casa, tudo isso antes de ele mesmo reclamar essa aproximação. Quando seu cunhado lhe exigiu que se afastasse do menino, o jovem prontamente atendeu. Em 2013, mais precisamente no segundo semestre do ano, o cunhado passou mal, a família suspeitou dele ter tido um princípio de infarto, o que fora confirmado posteriormente pelo médico que atendeu a emergência. O médico solicitou que a família o levasse a um cardiologista, a consulta custou R$ 300,00 e até hoje o cunhado não sabe que quem pagou foi aquele a quem ele mais tem levantado ódio, sim o jovem, ele não só pagou como também disponibilizou os R$400,00 para a realização do exame que seria feito no dia seguinte. O dinheiro do exame não chegou a ser utilizado porque o tio do cunhado de ultima hora resolveu emprestar o dinheiro. O mais interessante nessa história é que o Jovem deu o dinheiro (não foi empréstimo) enquanto o tio emprestou. Essa situação o cunhado até hoje desconhece e continua alimentar seu ódio sem fundamento nenhum contra o jovem (seu cunhado). E no dia 27 de Dezembro de 2013, o jovem é covardemente agredido pelo cunhado. O jovem estava dentro do carro parado com o vidro aberto quando foi surpreendido pelo cunhado com diversos socos na cara sem motivo algum.
O jovem então se dirige à delegacia para prestar a queixa, a audiência é marcada rapidamente. O cunhado apresenta um histórico de violência, dentre outras agressões feitas a outras pessoas, já enforcou a própria irmã e empurrou a própria mãe contra parede numa discussão.
Todos os membros da família mais próxima sabem e são testemunhas das ameaças de agressão e morte que o cunhado faz contra o jovem, inclusive a mãe (que é a que mais tem conhecimento sobre as ameaças  e é a principal testemunha). O clima é desconfortável e muito lamentável porque a mãe mesmo sabendo de tudo (sendo ela a principal testemunha, conhecendo o comportamento do próprio filho) já sinalizou que não irá depor contra o filho. E assim, mais uma vez mamãe está disposta a passar a mão por cima da cabeça do filho, mais uma vez a mamãe está disposta a proteger o filho....
Com essas ações mamães, sempre passando a mão pela cabeça de seus filhos incondicionalmente, vocês não só estão ajudando seus filhos a adentrarem num abismo ainda mais profundo como também sem perceber estão sendo cumplices de todo o mal que seus filhos causam às outras pessoas. Quem ama deve saber também a estabelecer limites.
Assim, eu penso que todas as mães devem ter consciência de seu papel na vida de seus filhos, elas precisam entender que eles crescem e se tornam independentes, fazem suas próprias escolhas como adultos e devem assumir suas responsabilidades. Ajudar a seus filhos está longe de ser omissa ao que eles fazem de errado, especialmente quando causam tanto mal a vida de outras pessoas. Mãe não abandona o filho, mas deve deixá-lo assumir as consequências de seus atos sem se omitir. “MÃE, OMISSÃO É CUMPLICIDADE”,  pense nisso.
  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O escândalo do "MENSALÃO" é algo que devemos nos preocupar?


Hoje estou feliz porque assisti ao debate político entre dois grandes candidatos a prefeitura de São Paulo. Apesar de ser baiano, minha satisfação se baseia na importância da administração de uma megacidade como SP que sem dúvida alguma é a força motriz econômica do nosso País. Estou muito contente, sobretudo em ver um confronto agressivo de ideias, porém dentro do limite esperado num debate de tamanha importância. 

Os candidatos discutiram sobre políticas publicas para melhoria nas áreas fundamentalmente importantes para a sociedade como: saúde, educação, inclusão social para portadores de necessidades especiais, segurança, combate a pobreza, desenvolvimento econômico, empregabilidade etc.

Senti falta de os candidatos falarem sobre projetos de preservação do meio ambiente; reciclagem; como eles pretendem “erradicar” a corrupção no país, e especialmente explicar o porquê se continuam a pagar salários exorbitantes a funcionários públicos, sobretudo aos representantes políticos (vereadores, prefeitos, deputados municipais, estaduais e federais, senadores, governadores etc.).

Mas os projetos e ideias abordados pelos candidatos José Serra e Fernando Haddad imprime um novo paradigma de se fazer política no Brasil, com menos confrontos pessoais e mais deliberações sobre projetos voltados especialmente a atender as necessidades da sociedade de forma cabal, em especial a grande maioria excluída, desassistida e esquecida há tempos, os pobres.

A preocupação com a política ocorre desde o tempo de Platão, onde ele demonstrava profundo interesse ao desenvolvimento social por refletir sobre questões inerentes ao homem num livro intitulado de “A República”, que ficou conhecido pelos filósofos como “A Bíblia da Filosofia”. Nesse tempo, todos os jovens, adultos e sábios deliberavam sobre política. E era exatamente o produto dessas reflexões que deu origem a ordem e o progresso social.

É por tudo isso que eu, Alberto Santos, apelo para a consciência de vocês, colegas, em especial aos jovens, para que nós acompanhemos as questões políticas debatidas em nossa cidade, estado e país. Essas questões são debatidas por poucos (representantes municipais, estaduais, federais, empresários e por um pequeno grupo de intelectuais), mas suas resoluções impactam profunda e diretamente sobre todos nós.

Convido a todos a tomar conhecimento do julgamento do “MENSALÃO”, os suspeitos de envolvimento nesse escândalo horrendo estão sendo acusados de desviar milhões de reais dos cofres públicos, ou seja, dinheiro meu e seu. Olhe para trás e veja aquele dia em que faltou comida em sua mesa, lembre-se o dia em que lhe faltou atendimento médico. 

Esses e outros casos são consequências das ações desses pilantras envolvidos no “MENSALÃO”. O combate a corrupção na política não deve ser uma luta pertencente unicamente ao bravo JOAQUIM BARBOSA. Não permitiremos que esse destemido homem lute sozinho contra o sistema corrompido instalado desde muito em nosso país. Ele já condenou 11 dos acusados, enquanto Ricardo Lewandowski absolveu todos os 13 réus acusados de formação de quadrilha no processo do mensalão. Não é estranho que um juiz (revisor), depois de estudar o caso exaustivamente e ter condenado os réus sob o veredito de culpados, volta a atrás de sua decisão e absolve-os, sem nenhum acréscimo de provas que baseia essa ação?

Vamos juntos lutar ao lado de JOAQUIM BARBOSA e combater esses sanguessugas de nosso suor, sim, cada centavo (R$) desviado no mensalão são gotas de suor que derramamos todos os dias em nosso árduo trabalho. Não vamos continuar acordando de madrugada para trabalhar e dar boa vida a esse bando de ...  Bom, o final dessa frase você completa.
Por: Alberto Santos 



sábado, 7 de julho de 2012

SEMINÁRIO ACBEU 2012

Olá amigos que gostam de Inglês!

  • A Associação Cultural Brasil e EUA (ACBEU) realizará o 51st TEFL Seminar -”Inspiration, Innovation, Collaboration: Moving Forward with ELT -, a ser realizado na Acbeu Vitória nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2012”.
  • O seminário está aberto a todos os professores de inglês do Brasil que se esforçam em manterem-se atualizados sobre as últimas teorias e metodologias de ensino da língua e desejo de ganhar novos insights sobre o mundo sempre em evolução do ensino e da aprendizagem de línguas.
  • As inscrições estão abertas para aqueles que desejam participar e/ou enviarem uma proposta para fazer uma apresentação em nosso seminário.

O evento é repleto de novidades e absurdamente enriquecedor. No ano passado eu conferi toda programação de pertinho durante os três dias consecutivos. É um espaço cultural que reúne grandes nomes da língua inglesa do Brasil e do resto do mundo, os professores de universidades federais, estaduais, faculdades particulares, pesquisadores e palestrantes garantem o sucesso do seminário. E para os empresários de plantão, a chance de inovar o processo educativo com materiais atualizados é agora. Importantes editoras marcam presença apresentando o que há de mais novo no mercado educativo.
Sem dúvida, quem mais ganha com tudo isso é o aluno de língua inglesa. É a oportunidade que esse tem de melhorar seu inglês e praticar (conversação) com diferentes pessoas do Brasil e do mundo. Além de, evidentemente, ser o lugar perfeito para fazer novas amizades e novos contatos. Confira a biografia das feras que marcaram presença no seminário do ano passado (2011)http://www.acbeubahia.org.br/noticias/default.asp?tp=0&id=991. Para saber a programação completa desse ano (2012) acesse o link abaixo:


Abraços a todos!

Alberto Silva 

quinta-feira, 5 de julho de 2012


WINNICOTT - PRINCIPAIS CONCEITOS
Escrito por Joviane Moura | Publicado em Sábado, 16 Agosto 2008 09:00





Para Winnicott a criança nasce indefesa. É um ser desintegrado, que percebe de maneira desorganizada os diferentes estímulos provenientes do exterior. O bebê nasce também com uma tendência para o desenvolvimento. A tarefa da mãe é oferecer um suporte adequado para que as condições inatas alcancem um desenvolvimento ótimo.

HOLDING
Para Winnicott a sustentação ou holding protege contra a afronta fisiológica. O holding deve levar em consideração a sensibilidade epidérmica da criança – tato, temperatura, sensibilidade auditiva, sensibilidade visual, sensibilidade às quedas – assim como o fato de que a criança desconhece a existência de tudo o que não seja ela própria. Inclui toda a rotina de cuidados ao longo do dia e da noite. A sustentação compreende, em especial, o fato físico de sustentar a criança nos braços, e que constitui uma forma de amar. A mãe funciona como um ego auxiliar.
Winnicott propõe que, durante os últimos meses de gestação e primeiras semanas posteriores ao parto, produz-se na mãe um estado psicológico especial, ao qual chamou de “preocupação materna primaria”. A mãe adquire graças a esta sensibilização, uma capacidade particular para se identificar com as necessidades do bebê.
O holding feito pela mãe é o fator que decide a passagem do estado de não-integração, que caracteriza o recém nascido, para a integração posterior. O vínculo entre a mãe e o bebê assentará as bases para o desenvolvimento saudável das capacidades inatas do indivíduo.

SELF VERDADEIRO E FALSO SELF
O ser humano, para Winnicott, nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride o desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo. (Bleicmar e Bleicmar, 1992). O papel da mãe é prover o bebê de um ego auxiliar que lhe permita integrar suas sensações corporais, os estímulos ambientais e suas capacidades motoras nascentes.
Quando a mãe não fornece a proteção necessária ao frágil ego do recém-nascido; a criança perceberá esta falha ambiental como uma ameaça à sua continuidade existencial, a qual, por sua vez, provocará nela a vivência subjetiva de que todas as suas percepções e atividades motoras são apenas uma resposta diante do perigo a que se vê exposta.
Pouco a pouco, procura substituir a proteção que lhe falta por uma “fabricada” por ela. O sujeito vai se envolvendo em uma casca, às custas da qual cresce e se desenvolve o self. O individuo vai se desenvolvendo como uma extensão da casca, como uma extensão do meio atacante.
Winnicott diz que a “mãe boa” é a que responde a onipotência do lactante e, de certo modo, dá-lhe sentido. O self verdadeiro começa a adquirir vida, através da força que a mãe, ao cumprir as expressões da onipotência infantil, dá ao ego débil da criança. A mãe que “não é boa” é incapaz de cumprir a onipotência da criança, pelo que repentinamente deixa de responder ao gesto da mesma, em seu lugar coloca o seu próprio gesto, cujo sentido depende da submissão ou acatamento do mesmo por parte da criança. Esta submissão constitui a primeira fase do self falso e é própria da incapacidade materna para interpretar as necessidades da criança.
Nos casos mais próximos da saúde, o self falso age como uma defesa do verdadeiro, a quem protege sem substituir. Nos casos mais graves, o self falso substitui o real e o indivíduo. Winnicott diz que na saúde o self falso se encontra representado por toda a organização da atitude social cortês e bem educada. Produziu-se um aumento da capacidade do individuo para renunciar a onipotência e ao processo primário, em geral, ganhando assim um lugar na sociedade que jamais se pode conseguir manter mediante unicamente o self verdadeiro. O falso self, especialmente quando se encontra no extremo mais patológico da escala, é acompanhado geralmente por uma sensação subjetiva de vazio, futilidade e irrealidade.

OBJETO TRANSICIONAL
O objeto transicional representa a primeira posse “não-ego” da criança, têm um caráter de intermediação entre o seu mundo interno e externo.
Em Winnicott o conceito de objeto ou fenômeno transicional recebe três usos diferentes: um processo evolutivo, como etapa do desenvolvimento; vinculada às angústias de separação e às defesas contra elas; representando um espaço dentro da mente do indivíduo. Ele propõe ainda que em determinadas condições, o fenômeno ou objeto transicional pode ter uma evolução patológica, ou mesmo se associar a certas condições anormais.
O objeto transicional é algo que não está definitivamente nem dentro nem fora da criança; servirá para que o sujeito possa experimentar com essas situações, e para ir demarcando seus próprios limites mentais em relação ao externo e ao interno. Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que o objeto transicional está situado em uma zona intermediária, na qual a criança se exercita na experimentação com objetos, mesmo que estejam fora, sente como parte
de si mesma.
Para explicar a constituição do objeto transicional, Winnicott remonta ao primeiro vínculo da criança com o mundo externo, a relação com o seio materno. No princípio, a criança tem uma ilusão de onipotência, vivenciando o seio como sendo parte do seu próprio corpo. Mas, uma vez alcançada esta onipotência ilusória, a mãe deve idealmente, ir desiludindo a criança, pouco a pouco, fazendo com que o bebê adquira a noção de que o seio é uma “possessão”, no sentido de um objeto, mas que não é ele (“pertence-me, mas não sou eu”). O objeto transicional ocupa para um lugar que Winnicott chama de ilusão. Ao contrario do seio, que não está disponível constantemente, o objeto transicional é conservado pela criança. Ela é quem decide a distância entre ela e tal objeto. Como os fenômenos transicionais “representam” a mãe é essencial que ela seja vivenciada como um objeto bom. Bleichmar e Bleichamar (1992) relatam que, quando dentro da criança, o objeto materno está danificado, é pouco provável que ela recorra, de maneira constante, a um fenômeno transicional.
Winnicott aponta algumas características que são comuns aos objetos transicionais: a criança afirma uma série de direitos sobre o objeto; o objeto é afetuosamente ninado e excitadamente amado e mutilado; deve sobreviver ao ódio, ao amor, e à agressão. É muito importante que o objeto sobreviva à agressão, possibilitando a criança neutraliza-la, dando-lhe, posteriormente, um fim construtivo, ao notar que esta não destrói os objetos. A ligação e o afastamento do objeto transicional deixa em cada sujeito uma marca: fica na mente do indivíduo um espaço que, assim como o objeto transicional, é intermediário entre o interno e o externo. É nesse espaço que se produz muitas das atividades criativas do homem, como as artes, a musica, etc. que “representam” o mundo interno para o exterior e, em certo sentido, “representa” a realidade para si mesmo.

DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO
Winnicott propõe que a maturação emocional se dê em três etapas sucessivas: a da integração e personalização, a da adaptação à realidade e a de pré-inquietude ou crueldade primitiva.

INTEGRAÇÃO E PERSONALIZAÇÃO
Para Winnicott as experiências iniciais ou didáticas são estruturantes do psiquismo, participam da organização da personalidade e dos sintomas. O bebê nasce em um estado de não integração. Onde os núcleos do ego estão dispersos e, para o bebê, estes núcleos estão incluídos em uma unidade que ele forma com o meio ambiente. A meta desta etapa é a integração dos núcleos do ego e a personalização – adquirir a sensação de que o corpo aloja o verdadeiro self. O objeto unificador do ego inicial não integrado da criança é a mãe e sua atenção (holding).
Na etapa inicial de desenvolvimento a questão primordial é a presença de uma mãe-ambiente confiável que se adapte às suas necessidades de maneira virtualmente perfeita. Gurfinkel (1999) lembra que Winnicott inclui entre as “necessidades do ego” tanto os cuidados físicos quanto os psíquicos. Nem a realização mecânica das tarefas físicas ligadas ao lidar com o bebê, e nem a resposta imediata às suas demandas pulsionais implicam a satisfação das necessidades do ego.
A integração é obtida a partir de duas séries de experiências: por um lado tem especial importância a sustentação exercida pela mãe, que “recolhe os pedacinhos do ego”, permitindo a criança que se sinta integrada dentro dela; por outro lado há um tipo de experiência que tende a reunir a personalidade em um todo, a partir de dentro (a atividade mental do bebê). Chega um período em que a criança, graças às experiências citadas, consegue reunir os núcleos do seu ego, adquirindo a noção de que ela é diferente do mundo que a rodeia. Esse momento de diferenciação entre “eu” e “não-eu” pode ser perigoso para o bebê, pois o exterior pode ser sentido como perseguidor e ameaçador. Essas ameaças são neutralizadas, dentro do desenvolvimento sadio, pela existência do cuidado amoroso por parte da mãe.
A personalização – definida por Winnicott como “o sentimento de que a de que a pessoa de alguém encontra-se no próprio corpo”. O autor propõe que o desenvolvimento normal levaria a alcançar um esquema corporal, chamando-o de unidade psique-soma. Gurfinkel (1999) diz que a psique e o soma – que formam o esquema corporal de todo indivíduo – interpenetram-se e desenvolvem-se em uma relação dialética, e apresentam o paradoxo da diversidade na unidade. Para Winnicott mente e psique são conceitos diferentes; trata-se de registros relacionados, mas heterogêneos. A psique é a elaboração imaginativa das partes, sentimentos e funções somáticas e não se separa, nem se divide do soma. A mente, no desenvolvimento saudável, não é nada mais do que um caso particular do funcionamento do psicossoma, surgindo como uma especialidade a partir da parte psíquica do psicossoma.

ADAPTAÇÃO À REALIDADE
A medida que o desenvolvimento progride, a criança tem um ego relativamente integrado, e com a sensação de que o núcleo do si-próprio habita o seu corpo. Ela e o mundo são duas coisas separadas. A etapa seguinte é conseguir alcançar uma adaptação à realidade. Nessa etapa a mãe tem o papel de prover a criança com os elementos da realidade com que irá construir a imagem psíquica do mundo externo. A adaptação absoluta do meio ao bebê se torna adaptação relativa, através de um delicado processo gradual de falhas em pequenas doses.
Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que para Winnicott a fantasia precede a objetividade, e o seu enriquecimento com aspectos da realidade depende da ilusão criada pela mãe; tudo repousa no vínculo precoce da criança com sua mãe. Mas o acoplamento entre alucinação infantil e os elementos da realidade fornecidos pela mãe nunca poderá ser perfeito. No entanto, o lactante pode vivê-lo como quase ótimo, graças a uma parte de sua personalidade, que procura preencher o vazio entre alucinação e realidade – a mente.
Winnicott considera que a atividade mental da criança faz com que um meio ambiente suficiente se transforme em um perfeito, converte o relativo fracasso da adaptação em um sucesso adaptativo. O autor fala que o que libera a mãe de ser quase perfeita é a compreensão da criança.
A mente se desenvolve através da capacidade de compreender e compensar as falhas; é uma função do ambiente à medida que ele começa a falhar, Gurfinkel (1999) diz que é apenas à medida que o ambiente falha que ele começa a existir para o bebê enquanto realidade. Portanto, se no início, a tarefa da mãe é adaptar-se de maneira absoluta às necessidades do bebê, em seguida, será de fundamental importância que ela possa fornecer um fracasso gradual da adaptação para que a função mental do bebê se desenvolva satisfatoriamente. O resultado disto será a emergência da capacidade do próprio sujeito de cuidar de seu self, atingindo um estágio de dependência madura.
Quando p ambiente não proporciona os cuidados que o psicossoma considera como elementares, a mente se vê obrigada a uma hiperatividade, o pensamento do indivíduo começa a assumir o controle e a organizar o cuidado ao psique-soma, podendo ocasionar uma oposição entre mente e psicossoma, ocasionado um distanciamento do verdadeiro self. Em estado de saúde, a mente não usurpa as funções do meio, mas possibilita uma compreensão e eventual aproveitamento de sua falha relativa.

CRUELDADE PRIMITIVA (FASE DE PRÉ-INQUIETUDE)
Depois de a criança ter alcançado a diferenciação entre ela e o meio circundante e se adaptar em certa medida à realidade, pela absorção de pautas objetivas dela, que modificam suas fantasias, o último passo que deve dar é integrar em um todo, as diferentes imagens que tem de sua mãe e do mundo.
Winnicott pensa que a criança pequena tem uma cota inata de agressividade, que se exprime em determinadas condutas autodestrutivas. O bebê volta seu ódio sobre si mesmo para proteger o objeto externo; mas esta manobra não é suficiente e em sua fantasia a mãe pode ficar intensamente danificada. (Bleichmar e Bleichmar, 1992).
A mãe é, além do objeto que recebe, em certos momentos, a agressão da criança, é também aquela que cuida dela e a protege. Quando a criança exprime raiva e recebe amor, a criança confirma que a mãe sobreviveu e é um ser separado dela. O bebê adquire a noção de que suas próprias pulsões não são tão danosas e pode, pouco a pouco, aceitar a responsabilidade que possui sobre elas.
Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que simultaneamente a mãe que é agredida e a mãe que cuida vão se aproximando na mente do indivíduo, que assim adquire a capacidade de se preocupar com seu bem-estar, como objeto total. Isto constitui o grande sucesso que, que Winnicott identifica como a última das etapas do desenvolvimento emocional primitivo.
REFERÊNCIAS
Gurfield, Décio. Psicanálise e Psicossoma: notas a partir do pensamento de Winnicott. In: Volich, R. M.; Ferraz, F. C.;
Arantes, M. A. de A. C. Psicossoma II – psicossomática psicanalítica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.
Bleichmar, N. M. e Bleichmar, C. L. A Psicanálise depois de Freud: teoria e clínica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
Oliveira, C. A. Disponível em: http://www.psicologia.org.br/internacional/winncar.htm. 17 de julho de 2008.
Santos, Eder Soares. A Teoria do Amadurecimento de D. W. Winnicott como Ciência Ôntica da Acontecência Humana –
apresentação do projeto de doutorado.
http://www.psicanaliseefilosofia.com.br/eder/doutorado.pdf. 17 de julho de 2008.

terça-feira, 19 de junho de 2012


Olá queridos alunos!
Conforme o prometido está ai, a lista de atividades com o Object Pronouns (pronome pessoal do caso oblíquo). E para relembrar o assunto verifique a tabela e os exemplos abaixo:  Bons estudos!!!

Caso Reto (Sujeito)
Subject Pronoun
Caso Oblíquo (Objeto)
Object Pronoun
(eu)
me (me, mim)
you (tu, você)
you (lhe, o, a, te, ti, a você)
he (ele)
him (lhe, o, a ele)
she (ela)
her (lhe, a, a ela)
it (ele, ela [neutro])
it (lhe, o, a)
we (nós)
us (nos)
you (vocês, vós)
you (vos, lhes, a vocês)
they (eles, elas)
them (lhes, os, as)


EX: I bought flowers and gave the flowers to my girlfriend
(Eu comprei flores e dei as flores para minha namorada)

Para evitar que a palavra “flores” seja repetida, utilizamos o pronome de objeto “them”:

- I bought flowers and gave them to my girlfriend
(Eu comprei flores e as dei para minha namorada)

Exercises

Give …………e those books. (Me dê aqueles livros).
A)  Me                 B) she                C) he
Mariane called ….............yesterday morning. (Mariane te ligou ontem de manhã).
 A)  We                B) they                C) you
Pass these folders to ………., please. (Passe estas pastas para ele, por favor).
A)  He                  B) it                       C) him
Mary gave …………… daughter a tricycle. (Mary deu a sua filha um triciclo).
A)  She                 B) her                     C) us
She send ……….. some e-mails. (Ela nos enviou alguns e-mails).
A) We                     B) our                   C) us
VI) They brought ………a lot of gifts. (Eles trouxeram para vocês muitos presentes).
A) Your                 B) you                   C) they
VII) The teacher gave ............. a poor grade. (A professora deu a eles uma nota ruim).
 A)  Them                B) they                C) we