sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O escândalo do "MENSALÃO" é algo que devemos nos preocupar?


Hoje estou feliz porque assisti ao debate político entre dois grandes candidatos a prefeitura de São Paulo. Apesar de ser baiano, minha satisfação se baseia na importância da administração de uma megacidade como SP que sem dúvida alguma é a força motriz econômica do nosso País. Estou muito contente, sobretudo em ver um confronto agressivo de ideias, porém dentro do limite esperado num debate de tamanha importância. 

Os candidatos discutiram sobre políticas publicas para melhoria nas áreas fundamentalmente importantes para a sociedade como: saúde, educação, inclusão social para portadores de necessidades especiais, segurança, combate a pobreza, desenvolvimento econômico, empregabilidade etc.

Senti falta de os candidatos falarem sobre projetos de preservação do meio ambiente; reciclagem; como eles pretendem “erradicar” a corrupção no país, e especialmente explicar o porquê se continuam a pagar salários exorbitantes a funcionários públicos, sobretudo aos representantes políticos (vereadores, prefeitos, deputados municipais, estaduais e federais, senadores, governadores etc.).

Mas os projetos e ideias abordados pelos candidatos José Serra e Fernando Haddad imprime um novo paradigma de se fazer política no Brasil, com menos confrontos pessoais e mais deliberações sobre projetos voltados especialmente a atender as necessidades da sociedade de forma cabal, em especial a grande maioria excluída, desassistida e esquecida há tempos, os pobres.

A preocupação com a política ocorre desde o tempo de Platão, onde ele demonstrava profundo interesse ao desenvolvimento social por refletir sobre questões inerentes ao homem num livro intitulado de “A República”, que ficou conhecido pelos filósofos como “A Bíblia da Filosofia”. Nesse tempo, todos os jovens, adultos e sábios deliberavam sobre política. E era exatamente o produto dessas reflexões que deu origem a ordem e o progresso social.

É por tudo isso que eu, Alberto Santos, apelo para a consciência de vocês, colegas, em especial aos jovens, para que nós acompanhemos as questões políticas debatidas em nossa cidade, estado e país. Essas questões são debatidas por poucos (representantes municipais, estaduais, federais, empresários e por um pequeno grupo de intelectuais), mas suas resoluções impactam profunda e diretamente sobre todos nós.

Convido a todos a tomar conhecimento do julgamento do “MENSALÃO”, os suspeitos de envolvimento nesse escândalo horrendo estão sendo acusados de desviar milhões de reais dos cofres públicos, ou seja, dinheiro meu e seu. Olhe para trás e veja aquele dia em que faltou comida em sua mesa, lembre-se o dia em que lhe faltou atendimento médico. 

Esses e outros casos são consequências das ações desses pilantras envolvidos no “MENSALÃO”. O combate a corrupção na política não deve ser uma luta pertencente unicamente ao bravo JOAQUIM BARBOSA. Não permitiremos que esse destemido homem lute sozinho contra o sistema corrompido instalado desde muito em nosso país. Ele já condenou 11 dos acusados, enquanto Ricardo Lewandowski absolveu todos os 13 réus acusados de formação de quadrilha no processo do mensalão. Não é estranho que um juiz (revisor), depois de estudar o caso exaustivamente e ter condenado os réus sob o veredito de culpados, volta a atrás de sua decisão e absolve-os, sem nenhum acréscimo de provas que baseia essa ação?

Vamos juntos lutar ao lado de JOAQUIM BARBOSA e combater esses sanguessugas de nosso suor, sim, cada centavo (R$) desviado no mensalão são gotas de suor que derramamos todos os dias em nosso árduo trabalho. Não vamos continuar acordando de madrugada para trabalhar e dar boa vida a esse bando de ...  Bom, o final dessa frase você completa.
Por: Alberto Santos 



sábado, 7 de julho de 2012

SEMINÁRIO ACBEU 2012

Olá amigos que gostam de Inglês!

  • A Associação Cultural Brasil e EUA (ACBEU) realizará o 51st TEFL Seminar -”Inspiration, Innovation, Collaboration: Moving Forward with ELT -, a ser realizado na Acbeu Vitória nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2012”.
  • O seminário está aberto a todos os professores de inglês do Brasil que se esforçam em manterem-se atualizados sobre as últimas teorias e metodologias de ensino da língua e desejo de ganhar novos insights sobre o mundo sempre em evolução do ensino e da aprendizagem de línguas.
  • As inscrições estão abertas para aqueles que desejam participar e/ou enviarem uma proposta para fazer uma apresentação em nosso seminário.

O evento é repleto de novidades e absurdamente enriquecedor. No ano passado eu conferi toda programação de pertinho durante os três dias consecutivos. É um espaço cultural que reúne grandes nomes da língua inglesa do Brasil e do resto do mundo, os professores de universidades federais, estaduais, faculdades particulares, pesquisadores e palestrantes garantem o sucesso do seminário. E para os empresários de plantão, a chance de inovar o processo educativo com materiais atualizados é agora. Importantes editoras marcam presença apresentando o que há de mais novo no mercado educativo.
Sem dúvida, quem mais ganha com tudo isso é o aluno de língua inglesa. É a oportunidade que esse tem de melhorar seu inglês e praticar (conversação) com diferentes pessoas do Brasil e do mundo. Além de, evidentemente, ser o lugar perfeito para fazer novas amizades e novos contatos. Confira a biografia das feras que marcaram presença no seminário do ano passado (2011)http://www.acbeubahia.org.br/noticias/default.asp?tp=0&id=991. Para saber a programação completa desse ano (2012) acesse o link abaixo:


Abraços a todos!

Alberto Silva 

quinta-feira, 5 de julho de 2012


WINNICOTT - PRINCIPAIS CONCEITOS
Escrito por Joviane Moura | Publicado em Sábado, 16 Agosto 2008 09:00





Para Winnicott a criança nasce indefesa. É um ser desintegrado, que percebe de maneira desorganizada os diferentes estímulos provenientes do exterior. O bebê nasce também com uma tendência para o desenvolvimento. A tarefa da mãe é oferecer um suporte adequado para que as condições inatas alcancem um desenvolvimento ótimo.

HOLDING
Para Winnicott a sustentação ou holding protege contra a afronta fisiológica. O holding deve levar em consideração a sensibilidade epidérmica da criança – tato, temperatura, sensibilidade auditiva, sensibilidade visual, sensibilidade às quedas – assim como o fato de que a criança desconhece a existência de tudo o que não seja ela própria. Inclui toda a rotina de cuidados ao longo do dia e da noite. A sustentação compreende, em especial, o fato físico de sustentar a criança nos braços, e que constitui uma forma de amar. A mãe funciona como um ego auxiliar.
Winnicott propõe que, durante os últimos meses de gestação e primeiras semanas posteriores ao parto, produz-se na mãe um estado psicológico especial, ao qual chamou de “preocupação materna primaria”. A mãe adquire graças a esta sensibilização, uma capacidade particular para se identificar com as necessidades do bebê.
O holding feito pela mãe é o fator que decide a passagem do estado de não-integração, que caracteriza o recém nascido, para a integração posterior. O vínculo entre a mãe e o bebê assentará as bases para o desenvolvimento saudável das capacidades inatas do indivíduo.

SELF VERDADEIRO E FALSO SELF
O ser humano, para Winnicott, nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride o desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo. (Bleicmar e Bleicmar, 1992). O papel da mãe é prover o bebê de um ego auxiliar que lhe permita integrar suas sensações corporais, os estímulos ambientais e suas capacidades motoras nascentes.
Quando a mãe não fornece a proteção necessária ao frágil ego do recém-nascido; a criança perceberá esta falha ambiental como uma ameaça à sua continuidade existencial, a qual, por sua vez, provocará nela a vivência subjetiva de que todas as suas percepções e atividades motoras são apenas uma resposta diante do perigo a que se vê exposta.
Pouco a pouco, procura substituir a proteção que lhe falta por uma “fabricada” por ela. O sujeito vai se envolvendo em uma casca, às custas da qual cresce e se desenvolve o self. O individuo vai se desenvolvendo como uma extensão da casca, como uma extensão do meio atacante.
Winnicott diz que a “mãe boa” é a que responde a onipotência do lactante e, de certo modo, dá-lhe sentido. O self verdadeiro começa a adquirir vida, através da força que a mãe, ao cumprir as expressões da onipotência infantil, dá ao ego débil da criança. A mãe que “não é boa” é incapaz de cumprir a onipotência da criança, pelo que repentinamente deixa de responder ao gesto da mesma, em seu lugar coloca o seu próprio gesto, cujo sentido depende da submissão ou acatamento do mesmo por parte da criança. Esta submissão constitui a primeira fase do self falso e é própria da incapacidade materna para interpretar as necessidades da criança.
Nos casos mais próximos da saúde, o self falso age como uma defesa do verdadeiro, a quem protege sem substituir. Nos casos mais graves, o self falso substitui o real e o indivíduo. Winnicott diz que na saúde o self falso se encontra representado por toda a organização da atitude social cortês e bem educada. Produziu-se um aumento da capacidade do individuo para renunciar a onipotência e ao processo primário, em geral, ganhando assim um lugar na sociedade que jamais se pode conseguir manter mediante unicamente o self verdadeiro. O falso self, especialmente quando se encontra no extremo mais patológico da escala, é acompanhado geralmente por uma sensação subjetiva de vazio, futilidade e irrealidade.

OBJETO TRANSICIONAL
O objeto transicional representa a primeira posse “não-ego” da criança, têm um caráter de intermediação entre o seu mundo interno e externo.
Em Winnicott o conceito de objeto ou fenômeno transicional recebe três usos diferentes: um processo evolutivo, como etapa do desenvolvimento; vinculada às angústias de separação e às defesas contra elas; representando um espaço dentro da mente do indivíduo. Ele propõe ainda que em determinadas condições, o fenômeno ou objeto transicional pode ter uma evolução patológica, ou mesmo se associar a certas condições anormais.
O objeto transicional é algo que não está definitivamente nem dentro nem fora da criança; servirá para que o sujeito possa experimentar com essas situações, e para ir demarcando seus próprios limites mentais em relação ao externo e ao interno. Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que o objeto transicional está situado em uma zona intermediária, na qual a criança se exercita na experimentação com objetos, mesmo que estejam fora, sente como parte
de si mesma.
Para explicar a constituição do objeto transicional, Winnicott remonta ao primeiro vínculo da criança com o mundo externo, a relação com o seio materno. No princípio, a criança tem uma ilusão de onipotência, vivenciando o seio como sendo parte do seu próprio corpo. Mas, uma vez alcançada esta onipotência ilusória, a mãe deve idealmente, ir desiludindo a criança, pouco a pouco, fazendo com que o bebê adquira a noção de que o seio é uma “possessão”, no sentido de um objeto, mas que não é ele (“pertence-me, mas não sou eu”). O objeto transicional ocupa para um lugar que Winnicott chama de ilusão. Ao contrario do seio, que não está disponível constantemente, o objeto transicional é conservado pela criança. Ela é quem decide a distância entre ela e tal objeto. Como os fenômenos transicionais “representam” a mãe é essencial que ela seja vivenciada como um objeto bom. Bleichmar e Bleichamar (1992) relatam que, quando dentro da criança, o objeto materno está danificado, é pouco provável que ela recorra, de maneira constante, a um fenômeno transicional.
Winnicott aponta algumas características que são comuns aos objetos transicionais: a criança afirma uma série de direitos sobre o objeto; o objeto é afetuosamente ninado e excitadamente amado e mutilado; deve sobreviver ao ódio, ao amor, e à agressão. É muito importante que o objeto sobreviva à agressão, possibilitando a criança neutraliza-la, dando-lhe, posteriormente, um fim construtivo, ao notar que esta não destrói os objetos. A ligação e o afastamento do objeto transicional deixa em cada sujeito uma marca: fica na mente do indivíduo um espaço que, assim como o objeto transicional, é intermediário entre o interno e o externo. É nesse espaço que se produz muitas das atividades criativas do homem, como as artes, a musica, etc. que “representam” o mundo interno para o exterior e, em certo sentido, “representa” a realidade para si mesmo.

DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO
Winnicott propõe que a maturação emocional se dê em três etapas sucessivas: a da integração e personalização, a da adaptação à realidade e a de pré-inquietude ou crueldade primitiva.

INTEGRAÇÃO E PERSONALIZAÇÃO
Para Winnicott as experiências iniciais ou didáticas são estruturantes do psiquismo, participam da organização da personalidade e dos sintomas. O bebê nasce em um estado de não integração. Onde os núcleos do ego estão dispersos e, para o bebê, estes núcleos estão incluídos em uma unidade que ele forma com o meio ambiente. A meta desta etapa é a integração dos núcleos do ego e a personalização – adquirir a sensação de que o corpo aloja o verdadeiro self. O objeto unificador do ego inicial não integrado da criança é a mãe e sua atenção (holding).
Na etapa inicial de desenvolvimento a questão primordial é a presença de uma mãe-ambiente confiável que se adapte às suas necessidades de maneira virtualmente perfeita. Gurfinkel (1999) lembra que Winnicott inclui entre as “necessidades do ego” tanto os cuidados físicos quanto os psíquicos. Nem a realização mecânica das tarefas físicas ligadas ao lidar com o bebê, e nem a resposta imediata às suas demandas pulsionais implicam a satisfação das necessidades do ego.
A integração é obtida a partir de duas séries de experiências: por um lado tem especial importância a sustentação exercida pela mãe, que “recolhe os pedacinhos do ego”, permitindo a criança que se sinta integrada dentro dela; por outro lado há um tipo de experiência que tende a reunir a personalidade em um todo, a partir de dentro (a atividade mental do bebê). Chega um período em que a criança, graças às experiências citadas, consegue reunir os núcleos do seu ego, adquirindo a noção de que ela é diferente do mundo que a rodeia. Esse momento de diferenciação entre “eu” e “não-eu” pode ser perigoso para o bebê, pois o exterior pode ser sentido como perseguidor e ameaçador. Essas ameaças são neutralizadas, dentro do desenvolvimento sadio, pela existência do cuidado amoroso por parte da mãe.
A personalização – definida por Winnicott como “o sentimento de que a de que a pessoa de alguém encontra-se no próprio corpo”. O autor propõe que o desenvolvimento normal levaria a alcançar um esquema corporal, chamando-o de unidade psique-soma. Gurfinkel (1999) diz que a psique e o soma – que formam o esquema corporal de todo indivíduo – interpenetram-se e desenvolvem-se em uma relação dialética, e apresentam o paradoxo da diversidade na unidade. Para Winnicott mente e psique são conceitos diferentes; trata-se de registros relacionados, mas heterogêneos. A psique é a elaboração imaginativa das partes, sentimentos e funções somáticas e não se separa, nem se divide do soma. A mente, no desenvolvimento saudável, não é nada mais do que um caso particular do funcionamento do psicossoma, surgindo como uma especialidade a partir da parte psíquica do psicossoma.

ADAPTAÇÃO À REALIDADE
A medida que o desenvolvimento progride, a criança tem um ego relativamente integrado, e com a sensação de que o núcleo do si-próprio habita o seu corpo. Ela e o mundo são duas coisas separadas. A etapa seguinte é conseguir alcançar uma adaptação à realidade. Nessa etapa a mãe tem o papel de prover a criança com os elementos da realidade com que irá construir a imagem psíquica do mundo externo. A adaptação absoluta do meio ao bebê se torna adaptação relativa, através de um delicado processo gradual de falhas em pequenas doses.
Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que para Winnicott a fantasia precede a objetividade, e o seu enriquecimento com aspectos da realidade depende da ilusão criada pela mãe; tudo repousa no vínculo precoce da criança com sua mãe. Mas o acoplamento entre alucinação infantil e os elementos da realidade fornecidos pela mãe nunca poderá ser perfeito. No entanto, o lactante pode vivê-lo como quase ótimo, graças a uma parte de sua personalidade, que procura preencher o vazio entre alucinação e realidade – a mente.
Winnicott considera que a atividade mental da criança faz com que um meio ambiente suficiente se transforme em um perfeito, converte o relativo fracasso da adaptação em um sucesso adaptativo. O autor fala que o que libera a mãe de ser quase perfeita é a compreensão da criança.
A mente se desenvolve através da capacidade de compreender e compensar as falhas; é uma função do ambiente à medida que ele começa a falhar, Gurfinkel (1999) diz que é apenas à medida que o ambiente falha que ele começa a existir para o bebê enquanto realidade. Portanto, se no início, a tarefa da mãe é adaptar-se de maneira absoluta às necessidades do bebê, em seguida, será de fundamental importância que ela possa fornecer um fracasso gradual da adaptação para que a função mental do bebê se desenvolva satisfatoriamente. O resultado disto será a emergência da capacidade do próprio sujeito de cuidar de seu self, atingindo um estágio de dependência madura.
Quando p ambiente não proporciona os cuidados que o psicossoma considera como elementares, a mente se vê obrigada a uma hiperatividade, o pensamento do indivíduo começa a assumir o controle e a organizar o cuidado ao psique-soma, podendo ocasionar uma oposição entre mente e psicossoma, ocasionado um distanciamento do verdadeiro self. Em estado de saúde, a mente não usurpa as funções do meio, mas possibilita uma compreensão e eventual aproveitamento de sua falha relativa.

CRUELDADE PRIMITIVA (FASE DE PRÉ-INQUIETUDE)
Depois de a criança ter alcançado a diferenciação entre ela e o meio circundante e se adaptar em certa medida à realidade, pela absorção de pautas objetivas dela, que modificam suas fantasias, o último passo que deve dar é integrar em um todo, as diferentes imagens que tem de sua mãe e do mundo.
Winnicott pensa que a criança pequena tem uma cota inata de agressividade, que se exprime em determinadas condutas autodestrutivas. O bebê volta seu ódio sobre si mesmo para proteger o objeto externo; mas esta manobra não é suficiente e em sua fantasia a mãe pode ficar intensamente danificada. (Bleichmar e Bleichmar, 1992).
A mãe é, além do objeto que recebe, em certos momentos, a agressão da criança, é também aquela que cuida dela e a protege. Quando a criança exprime raiva e recebe amor, a criança confirma que a mãe sobreviveu e é um ser separado dela. O bebê adquire a noção de que suas próprias pulsões não são tão danosas e pode, pouco a pouco, aceitar a responsabilidade que possui sobre elas.
Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que simultaneamente a mãe que é agredida e a mãe que cuida vão se aproximando na mente do indivíduo, que assim adquire a capacidade de se preocupar com seu bem-estar, como objeto total. Isto constitui o grande sucesso que, que Winnicott identifica como a última das etapas do desenvolvimento emocional primitivo.
REFERÊNCIAS
Gurfield, Décio. Psicanálise e Psicossoma: notas a partir do pensamento de Winnicott. In: Volich, R. M.; Ferraz, F. C.;
Arantes, M. A. de A. C. Psicossoma II – psicossomática psicanalítica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.
Bleichmar, N. M. e Bleichmar, C. L. A Psicanálise depois de Freud: teoria e clínica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
Oliveira, C. A. Disponível em: http://www.psicologia.org.br/internacional/winncar.htm. 17 de julho de 2008.
Santos, Eder Soares. A Teoria do Amadurecimento de D. W. Winnicott como Ciência Ôntica da Acontecência Humana –
apresentação do projeto de doutorado.
http://www.psicanaliseefilosofia.com.br/eder/doutorado.pdf. 17 de julho de 2008.

terça-feira, 19 de junho de 2012


Olá queridos alunos!
Conforme o prometido está ai, a lista de atividades com o Object Pronouns (pronome pessoal do caso oblíquo). E para relembrar o assunto verifique a tabela e os exemplos abaixo:  Bons estudos!!!

Caso Reto (Sujeito)
Subject Pronoun
Caso Oblíquo (Objeto)
Object Pronoun
(eu)
me (me, mim)
you (tu, você)
you (lhe, o, a, te, ti, a você)
he (ele)
him (lhe, o, a ele)
she (ela)
her (lhe, a, a ela)
it (ele, ela [neutro])
it (lhe, o, a)
we (nós)
us (nos)
you (vocês, vós)
you (vos, lhes, a vocês)
they (eles, elas)
them (lhes, os, as)


EX: I bought flowers and gave the flowers to my girlfriend
(Eu comprei flores e dei as flores para minha namorada)

Para evitar que a palavra “flores” seja repetida, utilizamos o pronome de objeto “them”:

- I bought flowers and gave them to my girlfriend
(Eu comprei flores e as dei para minha namorada)

Exercises

Give …………e those books. (Me dê aqueles livros).
A)  Me                 B) she                C) he
Mariane called ….............yesterday morning. (Mariane te ligou ontem de manhã).
 A)  We                B) they                C) you
Pass these folders to ………., please. (Passe estas pastas para ele, por favor).
A)  He                  B) it                       C) him
Mary gave …………… daughter a tricycle. (Mary deu a sua filha um triciclo).
A)  She                 B) her                     C) us
She send ……….. some e-mails. (Ela nos enviou alguns e-mails).
A) We                     B) our                   C) us
VI) They brought ………a lot of gifts. (Eles trouxeram para vocês muitos presentes).
A) Your                 B) you                   C) they
VII) The teacher gave ............. a poor grade. (A professora deu a eles uma nota ruim).
 A)  Them                B) they                C) we









 

sábado, 28 de janeiro de 2012

A INTERNET E O SINTOMA CONTEMPORÂNEO

Freud, em 1930, no seu famoso trabalho “O mal-estar na civilização,” denunciava a difícil relação do homem consigo mesmo e com o seu semelhante, evocando aí, o que em 1960, Jacques Lacan, psicanalista francês, chamou “os impasses do sujeito com o real”.
O real é o que põe questões para todo sujeito, é aquilo com o qual o sujeito não consegue harmonizar-se. O real tem como representantes máximos na cultura, o sexo e a morte. O real é um limite. Diante do real, há sempre uma impossibilidade a ultrapassar.
No Mal-estar na civilização, Freud convoca os psicanalistas a se ocuparem do mal-estar do homem no mundo civilizado e a se interessarem pela subjetividade contemporânea. E, em 1953, Lacan, fiel seguidor de Freud, vai nos dizer que a psicanálise tem um papel a desempenhar na direção da subjetividade moderna, papel esse que somente poderá ser garantido, ajustando a psicanálise às novas invenções da ciência.
Sabemos da grande atração que o “novo”, a novidade exerce sobre o homem. É grande o interesse do homem pelos novos objetos da ciência, pelas rápidas, interessantes e atraentes invenções da ciência, pelos objetos modernos que o discurso capitalista não pára de inventar. Na série dos novos objetos da ciência, vamos refletir sobre o uso do computador, refletir sobre a relação do sujeito com esse objeto “top de linha” que proporcionou ao homem comunicar-se separado do vivo da palavra e nos permitiu acesso a um mundo virtual via Internet. A Internet é útil, engenhosa e eficaz para o sujeito engajado na modernidade, para todo sujeito identificado com o mundo contemporâneo, contudo, essa eficácia depende do modo e da finalidade como cada um dela faz uso.
A questão do sujeito com a Internet, que interessa aos psicanalistas, refere-se ao “valor” que cada um retira do “uso” que faz da máquina. Que valor tem para o sujeito essa máquina moderna que chamamos computador? Bem, a psicanálise é uma “práxis” interessada no mal-estar do sujeito no mundo, já dissemos. Dizendo de outra maneira: a psicanálise está interessada na “causa” da insatisfação e da angústia do sujeito com o mundo dos objetos. O interesse da psicanálise é orientar o sujeito, pela via do saber inconsciente, até os impasses com o real, conduzir o sujeito a construir uma relação menos discordante com os objetos que lhe trazem satisfação. A psicanálise de hoje tem a pretensão de fazer o sujeito trabalhar os seus conflitos para que possa funcionar melhor diante dos impasses que a vida cotidiana não pára de nos colocar. Nesse sentido, privilegia a palavra, a expressão viva do sujeito como meio para libertar-se da dor de existir e da angústia. A psicanálise deve ajudar o sujeito a sair da posição de ignorância com tudo aquilo que está lhe causando infelicidade ou desprazer. A psicanálise pretende despertar o sujeito que acorda para continuar dormindo, despertá-lo para celebrar a vida.
Uma psicanálise é um despertar para o vivo da existência humana. O “prejuízo” que traz o uso do computador, se pudermos falar assim, reside, justamente, na finalidade do seu uso. Essa novidade, esse mundo moderno que é a Internet, onde as imagens se pluralizam com rapidez e facilidade como verdades do sujeito para tentar enganar o real, faz a palavra serva da imagem. Porém, ao sacrificar as palavras às expensas da imagem, o sujeito torna-se, muitas vezes, um devoto da imagem, dos jogos, da distração, das soluções prontas, das cópias, em detrimento do vivo da expressão falada e escrita, da leitura, do teatro, do cinema, da interlocução com o semelhante e de tudo aquilo que exige esforço para poder apreender e se sentir realizado.
Numa palavra - o prejuízo é quando o sujeito se isola, confina-se e emudece, dedicando grande parte do seu tempo à Internet, quando “personaliza” o computador, faz do computador o seu melhor amigo, a sua melhor companhia. Assistimos, nesse século, a uma mudança de valor do homem, uma troca de companhia: do amigo cão para o amigo-computador.
Assim procedendo, o sujeito equivoca-se, porque confunde o “valor de uso” com o “valor de gozo”. Fazendo da Internet seu “partenaire”, fazendo dela a sua melhor parceira, retira satisfação da máquina em detrimento da satisfação com a mulher, os filhos e os amigos. E, acaba, inexoravelmente, sentindo-se cada vez mais solitário e isolado daquilo que é verdadeiramente humano. Assim, tentando recobrir o real com a tela das imagens, surge para o sujeito esse sintoma da modernidade que conhecemos com o nome de “Depressão”. Procedendo dessa maneira, privilegiando o objetivo, no lugar do subjetivo, submetendo-se ao “time is money”, tentando defender-se das emoções e da responsabilidade do universo das palavras, o sujeito acaba fazendo da Internet o seu Sintoma - um Sintoma Contemporâneo, que Freud não conheceu, deixando-nos, contudo, como legado, a direção da sua cura.
Por REINALDO PAMPONET
 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Meu trabalho da faculdade 1º semestre ( CONTEXTO EDUCACIONAL DA CRIANÇA )


A criança no séc. XX é o centro da atenção no ambiente doméstico. Esta receberá um educação de princípios morais transmitida pelos pais, e quando atingirem a idade mínima passará a frequentar um escola, onde aprenderá inumeras formas de conhecimento, desenvolvendo qualidades ou habilidades para serem produtivas e capazes de transformar seu espaço social. Más será que sempre foi assim ?

As crianças são elementos de fundamental importância dentro de uma sociedade, pois constituem o futuro em potencial de uma nação. Assim, é de grande relevância que estas tenham uma educação adequada,atenda aos interesses em comum, possibilite o crescimento e o desenvolvimento cultural político- social, econômico, e tecnológico. Esses dois processos ocorreram de forma gradual e teve início no mundo primitivo. Onde os chefes de família e os sacerdotes eram os primeiros professores da criança. Nessa época não havia educação no modelo de escolas. No entanto, tinha-se o objetivo de modelar a criança para ocupar seu espaço ambiental – seu convívio em casa – e prepará-la para ser inserida na sociedade. Essa prática ocorria através das experiências adquiridas de seus professores, utilizando-se da imitação (CAMBI 1999), onde o indivíduo aprendia a usar armas e ferramentas, nas mais variáveis formas de finalidade – defender-se, caçar, colheita – a educação era ministrada de forma a potencializar a sobrevivência do indivíduo e perpetuar seus costumes. Também se aprendia a realizar rituais como culto aos mortos, assim como era realizado pelos seus antepassados. E com a descoberta da escrita, no oriente, China. Reformulou-se a idéia de organização social. Valorizando o domínio da linguagem e da literatura. No entanto, a sistematização do estudo ocorreu no período da educação greco-romana. O jovem entrava na escola elementar aos sete anos de idade, onde ele aprendia a ler, escrever, as regras gramaticais, tinha aula de musica e desenho. Já na escola secundária, o acesso era destinado às crianças de doze anos de idade, onde elas também aprendiam gramática, princípios de retórica e da lógica, que serviam de base para os estudos de literatura.  E por fim, a escola de nível superior, que constituíam as escolas filosóficas. Contudo, a queda do império romano, oriunda das constantes guerras contra os bárbaros, deu início a um novo período da história da educação, a Idade Média. Onde, o indivíduo estudava gramática latina, dialética e retórica. Uma divisão de estudo denominada trivium. Numa outra divisão de estudo, quadrivium, estudava-se geometria, aritmética, astronomia e música. A criança crescia numa condição de ensino limitada em que atendia aos interesses da Igreja, pois esta monopolizava o ensino e detinha o poder político. (Veiga, 2007) A Idade Média é marcada por inúmeros acontecimentos que interferiram na educação, e a criança, nesse contexto, é preparada para ser inserida na sociedade, com novos padrões de cultura e comportamento aceitável a época. Por um longo período a Igreja permaneceu com a hegemonia da educação. Dela partiam os modelos educativos e as práticas de formação, havia uma separação ou distinção quanto às classes sociais. Surgem duas importantes criações que foram características desse período: a criação das universidades, que nessa época se configurava como uma corporação de mestres e alunos e a organização e proliferação dos colégios como lugar de formação de letrados. No entanto, as constantes crises desestruturam a sociedade européia atingindo a educação. A peste negra, o desequilíbrio nas instituições eclesiásticas, que levou à queda de Roma, são alguns dos eventos ocorridos na idade Média que possibilitaram a transição para um novo período, a Idade Moderna. Especialmente a derrocada do império romano trouxe profundas transformações sociocultural, político-religiosa, no entendimento do indivíduo quanto à finalidade do aprendizado e uma alteração na proposta da escola quanto ao desenvolvimento educacional infantil e a inserção do indivíduo na sociedade. Uma das características desse tempo é a pratica da compra e venda de mercadorias que deu origem ao capitalismo e uma nova classe surgiu gradativamente ganhando grande força, a burguesia. Esses eventos interferiram e nortearam um novo modelo educacional, houve necessidade de reformular os fins da educação. Que passou a ter como objetivo preparar o indivíduo para ser ativo e produtivo na sociedade. E a escola passou a ter um destaque nessa missão, ocupando uma posição central para potencializar o desenvolvimento da sociedade moderna. A criança passou a ser mais valorizada recebendo investimento da família. A família e a escola desempenhavam um papel importante no processo de educação da criança. Uma crise interna na igreja católica levou ao movimento que ficou conhecido como Reforma e Contra Reforma, que também interferiram no espaço pedagógico. No meio de todo esse processo a criança passou a conviver com uma ideia internalizada de necessidade de apresentar comportamentos característicos da época, riqueza, poder político, prestígio social e conhecimento. Para Immanuel Kant a criança desenvolve-se como um produto das interações de todos os fenômenos que acontecem ao redor do seu ambiente e sua natureza. As crianças mais pobres tinham poucos privilégios e quase não tinha acesso à educação, foi somente no século XIX que a escolaridade se estendeu ao todo social na Europa. No Brasil, esse processo ocorreu mais lentamente. Somente um século depois, XX. Onde os colégios jesuítas deram uma importante contribuição no processo educacional, no entanto, foram fechados em meados do século XVIII pela imposição monárquica que disputava o monopólio da educação. Os representantes eclesiásticos da companhia de Jesus foram expulsos do Brasil pelo Marques de Pombal em 1759, e com forte influência do movimento intelectual iluminista implantou-se um modelo educacional laico, não religioso, e a educação passou a ser considerada a base para o desenvolvimento e formação da nova civilização.
Atualmente é possível perceber na sociedade uma grande diferença social entre crianças, e também, entre adultos. Más, sabendo que toda essa diferença começa na infância, quando são interrompidos os estágios da vida da criança comprometendo assim sua vida na sociedade, pois desenvolvem nas mesmas, carências as quais foram despertadas ao interromper os estágios. Pois segundo Erik Erikson “somos constituídos de forma que fomos educados”.
O que um educador deve fazer está diretamente relacionado com a meta que ele busca alcançar, os princípios que segue, devem ser orientados por aqueles valores que ele visa promover. Por isso devemos perguntar: que valores nós queremos promover? O interesse amplamente difundido pela verdade pode ser evidenciado pela prática de questionar. Afinal o objetivo padrão ao fazermos uma pergunta é o de receber do nosso interlocutor uma resposta verdadeira. Então, na escola a criança tem que ser tratada com igualdade, independente de religião ou grupo étnico, preparando o pequeno indivíduo para a vida na sociedade preconceituosa que há lá fora, pois disse Aristóteles “somos como folhas em branco que serão escritas...” Então se essa criança vive só com diferença, o que ela vai carregar na mente é que não importa o que ela faça ela vai ser sempre o menosprezado pela sociedade, um excluído pelos seus colegas que levam uma vida financeira melhor , ou seja escrevemos nessa folha em branco um cidadão capaz de alcançar seus objetivos, com ética, honra e caráter. Podendo assim lutar pela indiferença a qual atinge esse país dos tempos desde a idade média. A prática educativa deve buscar situações de aprendizagem que reproduzam contextos cotidianos.
“As crenças que formamos sobre o mundo constituem a base que utilizamos para tomar as nossas decisões e orientar as nossas ações.”
Felipe de Matos Müller