segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

MÃES QUE AMAM MAS LEVAM SEUS FILHOS PARA O FUNDO DO POÇO



Mães que amam mas levam seus filhos para o fundo do poço
Mãe sempre sabe o que diz, sempre sabe onde estão as coisas que perdemos, sempre estende os braços oferecendo seu abraço acolhedor e nunca pensa em si própria. Os filhos crescem e elas ainda se lembram dos seus primeiros passos como se fosse o dia de hoje. Sua dedicação é integral, mãe é surreal.
Não há como negar que todas as mães se prostram a fazer de tudo para que seus filhos estejam bem, e é exatamente com essa boa intenção que elas acabam prejudicando-os. A maioria não estabelece limites e eximem seus filhos de suas responsabilidades assumindo tudo para si. Oram a Deus pedindo proteção, mas quando o filho faz a coisa errada lá está ela passando por cima de seus princípios e por cima até mesmo das leis com o intuito de protegê-los.
Quando elas permitem vir à tona as ações erradas de seus filhos, com receio de como serão visto pela sociedade, significa que a coisa já está fora de controle, o mal já está enraizado. Eu vou contar-lhes uma breve história baseada em fatos reais e atuais. Analise-as e tire suas próprias conclusões.
Em Março de 2009, atendendo os insistentes convites de sua namorada e com a permissão daquela que seria sua futura sogra, um jovem deixa a capital (Salvador) e chega ao interior da Bahia numa cidade, por ele desconhecida, chamada de Irecê. Cidade bonita de gente bacana. Logo o jovem abre uma empresa de distribuição de alimentos que o deixa entusiasmado. Nesse ínterim ele passa a conhecer os membros da família e desenvolve uma boa relação com todos. A amizade nova com seu único cunhado nasce cheia de promessas de duradouras alegrias. Mas como numa zona de convergência que desestabiliza o clima fazendo-o mudar bruscamente e praticamente sem aviso prévio algo de muito estranho acontece em um daqueles dias que deveria ser normal. O jovem é acordado pela sua namorada, com o semblante como o de quem assistiu a um filme de terror, onde ela dizia “vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje....” . Ainda sonolento o jovem sacode a própria cabeça com esperança de reorganizar as ideias e aumentar a concentração para tentar entender o que estava acontecendo. O jovem pergunta-lhe o que estava acontecendo, mas ela só repetia “vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje.... vamos sair de casa hoje....”. O jovem insiste na pergunta e exige explicação. Sem alternativa a namorada percebe que precisa informar-lhe o ocorrido, pois o assunto era sério demais para ser negligenciado.
A namorada diz então que não sabe exatamente o porquê, mas que o seu próprio cunhado havia despertado uma repentina aversão a ele. Incrédulo, porque o jovem não tinha ideia sobre o que teria dito ou feito que magoasse seu cunhado. Tratou de acalma-la, pois tinha certeza que seja lá o que for era passageiro e na pior das hipóteses não passaria de um mal entendido. Nada que uma boa conversa com o cunhado não resolva. Disse o jovem.
O jovem rapidamente se dirige ao cunhado e lhe pergunta sobre a sua mudança de comportamento, quer saber o que teria motivado, era estranho pois eles tinham um excelente relacionamento. O seu cunhado então se comporta de maneira mais surpreendente ainda, quer brigar com o jovem sem explicação alguma. O diálogo ocorreu unilateral, apenas da parte do jovem que pediu desculpa por seja lá o que for que tivesse falado ou dito que gerou todo esse desconforto. O jovem percebe que a conversa não progride e diz para o cunhado que a partir de então sairia de casa, e assim o fez e nunca mais retornou a morar lá. Os anos se passaram e junto com ele o cunhado alimentou um ódio sem precedentes contra o jovem, que de tudo fizera para evitar desagrado e confusão. O Jovem saiu de casa como havia prometido, afastou-se do filho do cunhado, não mais dirigia a palavra a ele... Simplesmente o tanto que seu cunhado o odiava era o quanto o jovem o ignorava, afastando-se.
Os anos foram passando e surgiram as ameaças de morte contra o jovem, exatamente assim, como se fosse a criação do universo com base na descrição no livro de Gêneses capítulo um onde Deus diz venha haver luz e assim se deu, venha haver água e assim se deu, aparentemente do nada. A partir dai ficou claro que a magnitude do problema era incalculável, então o jovem resolve mais uma vez tentar uma conciliação com o cunhado por meio de outra conversa, mas ele novamente é recebido com ignorância e mais uma vez o cunhado não quis outra coisa se não brigar. O jovem decide prestar queixa contra o cunhado, mas antes fala com sua sogra a respeito de suas intenções. Ela fica triste, seu semblante alegre dar lugar a um cabisbaixo, no entanto ela é testemunha de todos os problemas que o filho tem causado e sem motivos. Ela entende que numa situação de dependência o indivíduo perde o sentido, se torna ainda mais violento e não respeita ninguém além de causar todo o tipo de encrenca alheia. As ameaças de morte e agressão contra jovem nunca cessaram.
Diversas situações ocorreram para que o cunhado pudesse perceber que estava fazendo mal juízo sobre o jovem. O jovem já havia prestado socorro ao tio e a esposa do cunhado, em momentos diferentes, mesmo sendo odiado pelo cunhado. Também ajudava levando ou pegando o seu filho da escola e ainda ensinava nas tarefas de casa, tudo isso antes de ele mesmo reclamar essa aproximação. Quando seu cunhado lhe exigiu que se afastasse do menino, o jovem prontamente atendeu. Em 2013, mais precisamente no segundo semestre do ano, o cunhado passou mal, a família suspeitou dele ter tido um princípio de infarto, o que fora confirmado posteriormente pelo médico que atendeu a emergência. O médico solicitou que a família o levasse a um cardiologista, a consulta custou R$ 300,00 e até hoje o cunhado não sabe que quem pagou foi aquele a quem ele mais tem levantado ódio, sim o jovem, ele não só pagou como também disponibilizou os R$400,00 para a realização do exame que seria feito no dia seguinte. O dinheiro do exame não chegou a ser utilizado porque o tio do cunhado de ultima hora resolveu emprestar o dinheiro. O mais interessante nessa história é que o Jovem deu o dinheiro (não foi empréstimo) enquanto o tio emprestou. Essa situação o cunhado até hoje desconhece e continua alimentar seu ódio sem fundamento nenhum contra o jovem (seu cunhado). E no dia 27 de Dezembro de 2013, o jovem é covardemente agredido pelo cunhado. O jovem estava dentro do carro parado com o vidro aberto quando foi surpreendido pelo cunhado com diversos socos na cara sem motivo algum.
O jovem então se dirige à delegacia para prestar a queixa, a audiência é marcada rapidamente. O cunhado apresenta um histórico de violência, dentre outras agressões feitas a outras pessoas, já enforcou a própria irmã e empurrou a própria mãe contra parede numa discussão.
Todos os membros da família mais próxima sabem e são testemunhas das ameaças de agressão e morte que o cunhado faz contra o jovem, inclusive a mãe (que é a que mais tem conhecimento sobre as ameaças  e é a principal testemunha). O clima é desconfortável e muito lamentável porque a mãe mesmo sabendo de tudo (sendo ela a principal testemunha, conhecendo o comportamento do próprio filho) já sinalizou que não irá depor contra o filho. E assim, mais uma vez mamãe está disposta a passar a mão por cima da cabeça do filho, mais uma vez a mamãe está disposta a proteger o filho....
Com essas ações mamães, sempre passando a mão pela cabeça de seus filhos incondicionalmente, vocês não só estão ajudando seus filhos a adentrarem num abismo ainda mais profundo como também sem perceber estão sendo cumplices de todo o mal que seus filhos causam às outras pessoas. Quem ama deve saber também a estabelecer limites.
Assim, eu penso que todas as mães devem ter consciência de seu papel na vida de seus filhos, elas precisam entender que eles crescem e se tornam independentes, fazem suas próprias escolhas como adultos e devem assumir suas responsabilidades. Ajudar a seus filhos está longe de ser omissa ao que eles fazem de errado, especialmente quando causam tanto mal a vida de outras pessoas. Mãe não abandona o filho, mas deve deixá-lo assumir as consequências de seus atos sem se omitir. “MÃE, OMISSÃO É CUMPLICIDADE”,  pense nisso.